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segunda-feira, 11 de março de 2013

O que se passa em Portugal

Onde iremos parar nós?

A situação do País é grave. Nunca pensei que o nosso país estivesse com um panorama tão negativo. Talvez fosse por ser jovem e pensar que seria possível voltar atrás na situação. Estou enganado, infelizmente.

Falo, não da situação económica, nem na falta de valores, mas sim na vinda de Justin Bieber a Portugal esta semana. Jovens com uma média de idades de 14,4 anos (sim, eu fiz as contas) estão acampadas à porta do Pavilhão Atlântico desde 6ª feira. Tudo para verem o seu ídolo. A má notícia para alguns pais é que os seus filhos estão lá também.

Antes de mais quero destacar o profissionalismo do jornalista. Aposto que perdeu um pontos no seu QI, mas nada que não possa recuperar com a leitura do prefácio de um bom livro (sim, chega e sobra, acreditem). Aposto que foi depois fazer uma vasectomia para evitar estes males na sua família. Por outro lado, a SIC deveria ter avisado os espectadores de que iriam aparecer imagens e comentários chocantes: eu estava a jantar na altura em que a notícia foi para o ar. Eu mando depois a conta do psicólogo.

Foi entrevistada uma rapariga de 15 anos que tinha não uma, não duas, mas sim 6 tatuagens sobre o cantor. A rapariga é menor, portanto, precisaria de ter uma autorização dos pais para fazer as tatuagens. Isto levanta questões morais de um nível tão elevado que faz com que os dois anos de Filosofia que tive no secundário sejam comparáveis a um bom programa na TVI: inexistentes.

Tenho a esperança que ela tenha enganado os seus progenitores (para não chamar já a Segurança Social). Que lhes tivesse dado um papel a fazer de conta que era para uma visita de estudo ao Oceanário e os pais, com pressa para irem para o trabalho, não o liam e assinavam-no logo. Mas depois penso: “Esta é uma rapariga que está acampada desde 6ª feira à porta do Pavilhão Atlântico e que tem 6 tatuagens do Justin Bieber.” – portanto, esta minha ideia é inválida pois implicaria o uso de uma ferramenta que aparentemente ela não possui: um cérebro. Cérebro esse que se ela tivesse estaria também tatuado (ela ia esforçar-se para isso).

Ela diz que não se vai arrepender porque, além de eles continuarem a crescer (ela e o artista em causa) o amor por ele vai também acompanhar essa evolução. Estou para ver a reportagem nos “Perdidos e Achados” daqui a 10 anos: esta (ainda) jovem irá aparecer sem um braço quase de certeza. Ou então nem vai aparecer porque, quem toma uma decisão destas (seis vezes) aos 15 anos, vai por bons caminhos vai!


Por outro lado penso: coitado. Não estou a falar do Justin Bieber (óbvio), nem do pai (que por esta altura já deve ter ido para casa da sua família ilegítima), mas sim do tatuador. Tudo bem que conseguiu fazer uns trocos com esta moça, mas imaginem um gajo que passou a vida a fazer cursos/formações para conseguir fazer caveiras, arame farpado e símbolos tribais a ter de fazer desenhos relacionados com o jovem cantor. Imaginem o bullying que ele deve sofrer por parte dos outros tatuadores. Mais um “JB” tatuado no cachaço de uma rapariga e ele põe término à sua vida. Eu até estou a pensar em fazer uma tatuagem do símbolo dos Guns n’ Roses só para lhe salvar a vida.


Mas nesta reportagem, por incrível que pareça, há uma boa notícia. Uma rapariga não vai poder ir ao concerto porque, além de ser muito nova, a irmã mais velha afirma (num diálogo em background) que não tiveram dinheiro para comprar um bilhete para ela. Quem é que dizia que a crise não servia para nada?! Vai-se salvar uma vida!


Para acabar e continuando a falar no Justin e nos concertos em Portugal, foi cancelada a sua segunda atuação no Pavilhão Atlântico. Opiniões à parte, acho isso muito errado. Estão a destruir o sonho de uma menina -- por não a deixarem atuar 2 vezes em Portugal.



Pedro Ferreira

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A chimpanzé Gina

"EH LÁÁÁ!!!! OLHA ALI A GINA!"

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A chimpanzé “Gina” ficou viciada em ver pornografia humana após uma experiência realizada no Jardim Zoológico de Sevilha, em Espanha, segundo reportagem do jornal “El Mundo”.
O primatologista Pablo Herreros contou que o animal adquiriu o hábito assim que um aparelho de televisão foi instalado na sua jaula há alguns anos. Para entretê-la, o Jardim Zoológico decidiu instalar uma televisão, protegida por um vidro, e deu um controle remoto para que o chimpanzé pudesse mudar sozinha os canais.
Depois de alguns dias, segundo Herreros, os funcionários descobriram que Gina, além de usar o controlo remoto perfeitamente, havia escolhido o canal pornográfico como entretenimento.
in "Jornal da Net"
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Primeiro de tudo: até que enfim que alguém pensa num estudo que realmente importa para esses seres no seu habitat natural… Quantas vezes já se viram nos documentários da BBC os chimpanzés a verem pornografia na TV?

Na notícia não é revelada a idade da chimpanzé, mas pelo comportamento que adquiriu, eu diria que a sua inteligência é comparável à de qualquer indivíduo do sexo masculino (vocês sabem que já viram). 
Mas quem precisa de crescer são os cientistas responsáveis pela investigação. Porquê? Vou responder neste curto diálogo. Tirem as vossas conclusões.


Investigador 1:Bem, o próximo que estudo que se segue relaciona chimpanzés e televisão com pornografia.”

Investigador 2:Quais são os primatas que estão disponíveis?

Investigador 1:Olha, temos uma nova que chegou há pouco tempo. E ainda não tem nome.

Investigador 2:Podemos ser nós a dar? Vamo-la pôr a ver porno….Hmmm… Já sei! Gina. Porque rima com....

Investigador 1:EU PERCEBI!


Depois do estudo, o Zoo onde o ser vivo estudado reside começou a receber muitas mais visitas. Repararam que o número de visitantes do sexo masculino subiu abruptamente.

...O mérito é todo da Gina: a maneira como come as bananas agora é irresistível e pelos vistos muito atractiva. 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Rei Leão - o baptismo

O lado negro do Rei Leão


NANTS INGONYAMA BAGITHI BABA”: é desta forma que começa um dos grandes clássicos da Disney: o Rei Leão, que data de 1994 (viva a cultura geral, que nos dias de hoje assume o nome de Wikipédia!). Tivemos que procurar na Internet a letra desta parte, porque na nossa cabeça, desde que vimos pela primeira vez o filme, criamos a ideia de que o que era dito na música era qualquer coisa sem sentido, alguma coisa como “AHH TXIBENGA XIBIBI XIBABA”. Se bem que a parte do “TXIBENGA” sofre alguns polimorfismos para expressões como: “RIBENHA” ou “QUI BENGA”, mas o “baba” está lá. Pensamos que seja a parte mais importante uma vez que toda a gente a sabe de cor. Apesar de nos dizerem que esta parte se traduz em: “Here comes a lion, Father”, pela reacção dos animais, ao apressarem-se para o local, temos evidências suficientes para afirmar que o que é realmente dito é: “PESSOAL, O PUTO NASCEU. 'TÁ NA HORA DE DAR UMA BAPTIZA NO PUTO..... BABA.” - o “baba” tem de estar lá!


Enumerando os convidados que se reuniam para a festa temos, entre outros: gazelas, suricatas, chitas, elefantes, diversos tipos de aves, girafas, zebras, gnus. Só por esta diversidade de víveres ambulantes vemos que o Mufasa era um gajo cheio de pastel: a quantidade de comida que ele mandou vir para a festa. Sim, porque para quem não sabe: OS LEÕES COMEM OS OUTROS ANIMAIS! Portanto toda aquela azáfama inicial que nos é apresentada não é mais do que um serviço de catering. Para aquele leão que acaba sempre a desapertar o primeiro botão das calças (visto que come sempre que nem um leão AHAHAH.... ahah: pareceu-nos que resultava na altura), estaria disponível ainda um belo babuíno. Note-se que seria preparado no espeto, acessório que o próprio babuíno traz.





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Momento
Pausa-para-congratular-todos-os-intervenientes-da-Walt-Disney-que-participaram-na-realização-deste-filme”

O vosso conhecimento no que toca a matérias de biologia e interacções tróficas é extremamente precário, daí que enveredar pelo sinuoso caminho das Artes foi uma BOA opção de carreira. Estamos a imaginar-vos, se seguissem o ramo da Biologia, a criar projectos de animais em cativeiro, juntando leões com zebras, por exemplo.


Investigador 1:Oblá, a zebra não tinha cabeça esta manhã?
Investigador 2:Tinha... Oh, isto está tudo mal: primeiro, é o leão que não come o tofu que lhe damos e agora isto...
Investigador 1:É isso! Já percebi onde está a asneira. Eu bem te disse que a p*ta da zebra era alérgica ao tofu...

Isto é um dos episódios do “Cativeiro dos Artistas”: momentos para mais tarde recordar.
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Apesar desta evidência da cadeia alimentar deste ecossistema, nem por isso deixamos de ver sorrisos e manifestações de alegria nos “convidados”, tirando o elefante, que mais uma vez aparece de trombas (BA-DUM-TSS).

E agora falando com a girafa que aparece nesta cena inicial, que se dirige para o local da festa com a sua cria, para esse ser, o que nós temos a dizer é:
Ó girafa, afasta a tua catraia daí! Ou continuas a pensar que a tua tia Ester foi de férias para Madagáscar na semana passada?! Não, claro que não! Já está no bucho do teu Rei e de toda a nobreza… E eles agora olham para ti e pensam: “Pronto, a estúpida acreditou outra vez! Isto é como um restaurante que possui sistema de entrega ao domicílio!”.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A Génese do Blog

Génese do Blog, obra de Michelangelo

Cansados de fugir das ladies que nos perseguem no dia-a-dia, é neste cantinho que encontramos o conforto de um lar e nos podemos exprimir sem sermos julgados pela nossa atraente aparência.

Sim, que por detrás deste charme que emana como se uma feromona se tratasse, escondem-se duas pequenas almas gentis, ansiosas por provocar contracções (NÃO, DE VEZ EM QUANDO NÃO ACREDITAMOS NO ACORDO ORTOGRÁFICO!) musculares, principalmente ao nível do abdómen e da face, que em termos leigos se expressa em "risos".

Em tempos de crise social, política, económica e sexual - não é o nosso caso, lembrem-se das ladies - pensamos que é impreterível a existência de algo que nos faça querer viver - além das ladies.

É aqui que nós entramos: deixai-nos ser os vossos pastores da comédia, aninhai-vos neste nosso abrigo, soltai uma gargalhada jubilante, afastai os vossos terrores e tormentos, abraçai o que há de bom na vida (ladies... mas o nosso blog também), "sentai" de novo a alegria de viver, "fazai" de nós a vossa aspirina, e no fim de todo este exercício, urinai, urinai um pouco nas ceroulas em nome da boa comédia.

Agora ide... Ide e espalhainde a boa nova!  
UMA NOVA ERA SE ALEVANTA!

A era do Pedro não ao círculo, não ao triângulo, mas sim...........

AO QUADRADO!

Se antes era razoável, agora é quase bom! (mas bom pequeno, porque ficamos a 2% do bom grande)





Todos os textos são da autoria de: Pedro Ferreira, Pedro Guerreiro, Francisco Guerreiro, João Barbosa, Rui Medeiros.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Conversas ao jantar



Irmã - "A cadela de uma amiga minha teve 6 cachorrinhos!"
Mãe - "A sério? De que MARCA são?"

risada geral...
...mas não é que a cadela se chama Chanel?




segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O garoto do Mercedes

Nota: o modelo do carro e idade do miúdo da imagem podem não corresponder à realidade.



Um rapaz de 13 anos fugiu de casa e percorreu cerca de 1000 km de Mercedes, tudo porque os pais que lhe tinham confiscado o telemóvel, pois ele tinha gasto mais dinheiro do que o consentido. Com ele levou 200€ e o passaporte. Os pais italianos eram pais adotivos, e ele partiu em direção à Polónia, que é a sua terra natal.

Antes de mais, um aviso ao miúdo: o que tu fizeste não é grande coisa: eu com 13 anos tive tudo 5 e Satisfaz Bem na pauta no 3º período! Portanto, o que tu fizeste é só para meninos.

Eu compreendo o lado da criança: no ano 2013, em pleno século XXI, e ainda existem maus tratos a crianças dessa proporção?! Tirarem o telemóvel ao miúdo? Onde é que já se viu… Ele tem uma imagem a defender, uma reputação. De certeza que ele é quem tem mais tazos ou cartas Pokémon (ou seja lá o que as crianças colecionam hoje em dia).

Que jogos é que ele andou a jogar para ter a capacidade de conduzir uma distância daquelas? Atenção que eu não costumo acusar os jogos pelos comportamentos e atitudes das pessoas: já joguei algumas dezenas de vezes o Monopoly e no entanto não sou milionário nem sou proprietário de um hotel no Rossio em Lisboa, nem da Estação de S. Bento, por exemplo, mas neste caso penso que o jovem terá abusado de jogos e filmes.

Este episódio só vem confirmar o facto de cada vez mais a garotada quer crescer mais depressa: este já tinha passaporte, o que deve dar já uma sensação de grandeza e de ser mais à frente que o resto da malta. Eu com 20 anos só possuo um Cartão de Cidadão ou vá, um C.U. (Cartão Único).

Imagino que único arrependimento que ele teve foi não ter levado o urso de peluche: de vez em quando sentiu-se muito sozinho… Fazer 1000 km com 13 anos não deve ser fácil, a não ser que ele tivesse claro, um CD do “Nonno Canzoni” (Avô Cantigas traduzido à letra para Italiano: na minha ideia, existe um avô desses em cada país). Aí sim, qualquer viagem fica mágica.

Mas nem tudo é mau nesta aventura do petiz: esta é das melhores campanhas publicitárias para a Mercedes: “Com apenas 200€ faça 1000 km!”. Essa marca poupa em campanhas de marketing: que falem já com o miúdo para que ele dê a sua opinião sobre o automóvel. Estou a imaginá-lo a dizer: “Gosto muito do VRUMMM VRUMMM que o carro faz.”, entre outras coisas do género. Falando em publicidade, esta é sem dúvida uma oportunidade para as operadoras de telemóvel: afirmam que se o garoto tivesse um certo tarifário, nada disto aconteceria, porque teria poupado em saldo. Eles não estejam atentos não!

Imagino o choque dos pais ao sentirem a falta do miúdo e do carro. Mas também aposto que deram pela falta das Páginas Amarelas e de outros livros, utilizados pelo fugitivo para se elevar no banco do carro, para conseguir ver a estrada: segurança em primeiro lugar.

A vida do moço mudou a partir de agora. Já não precisa do telemóvel para meter conversa com as amigas: basta contar a história e aposto que todas vão escolher "consequência" no jogo do Verdade ou Consequência. Gostava era de poder ver a cara das professoras dele quando ele responder à pergunta “Então meninos, correu bem este fim-de-semana? O que fizeram?”. Arrisco a dizer que alguns docentes pedirão atestado médico, porque ter um jovem na sala que já passou por esta aventura não é fácil. A vida dele depois disto é sempre a descer: faça o que fizer, não vai superar esta história: “Porra, porque que tenho de estar aqui a pintar aguarelas quando já podia estar a passar os Alpes?!”. 

Quem se sente mal com isto tudo são também os outros alunos da escola dele. Comparar uma ida ao zoo com os pais, por exemplo, é bastante redutor. Quem vai faturar também com isto tudo são as oficinas de automóveis do local: todos os miúdos vão tentar ir a algum sítio com os carros dos pais. Já estão a ver o problema da situação.

Na minha opinião, ele levou demasiado à letra a música “Born to be Wild” dos Steppenwolf. Mas ao mesmo tempo penso que é o melhor exemplo aplicável a essa música, porque lá está, ele só nasceu há 13 anos…

Apesar dos 1000 km que percorreu, “só” conseguiu chegar à Alemanha, onde foi apanhado pela polícia local. Gosto de imaginar que ele foi apanhado numa operação STOP com uma taxa de 2,42g por cada litro de sangue, não de álcool, mas sim de leite gordo, que já se sabe que é aquele que bate mais. 

Fast & Furious CR7



Depois de fazer um hat-trick, o azar bateu-lhe à porta.


Depois do jogo de 5ª feira onde marcou 3 golos, Cristiano Ronaldo foi multado por condução perigosa.

Ele tentou safar-se da multa, mas aparentemente "Tenho a Irina em casa à minha espera" não é um argumento que funciona com a Polícia Espanhola. #cock_block

domingo, 13 de janeiro de 2013

Os olheiros

Anima-te lagarto, o Jesualdo chegou!


No jogo Benfica-Porto estiveram presentes 17 olheiros de diversos clubes europeus para observar os jogadores de ambas as equipas. 


Por outro lado, no jogo do Sporting estiveram 17 jogadores constantemente a observar as bancadas para ver se alguém os tirava dali...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Alcoolismo parlamentar

Nota: a mulher presente na fotografia não é a deputada em causa



Deputada do PS foi detida por conduzir com 2,41g/l de álcool no sangue...

É o que dá jogar ao "Bebe-por-cada-aumento-de-impostos-em-2013"...


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

"A FIFA é injusta..."

Tem calma Ronaldo... Nem tudo é mau na tua vida.



Decepcionado com o resultado da Gala, Cristiano Ronaldo, acompanhado pela super-modelo com quem namora, regressa para a sua mansão de milhões, no seu Ferrari.

Toma um duche, refrescando-se com Linic (shampoo que recebe de graça de certeza), deita-se ao lado da modelo e chora... 



A vida é injusta, perdão, a FIFA é injusta.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Melhor empregada de limpeza


Esta 5ª feira foi presa uma empregada de limpeza que tinha na sua posse heroína (para 23 doses) e cocaína (para 2 doses).


O principal prejudicado é a empresa, pois aposto que não arranjam ninguém tão bom a limpar o pó como essa senhora.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Awkward moment

Alicia Keys - Girl on fire

Se a Sónia Brazão for ver a Alicia Keys ao Pavilhão Atlântico, vai haver um awkward moment quando ela cantar a "This girl is on fire"... 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Estudo de caso: palavra “gajo”



Gosto de usar a palavra “gajo/gaijo”. Se pensarem bem, é uma palavra versátil. Por exemplo: dizer “Olhem-me este gajo!” pode, consoante o tom, ser uma oferta de porrada ou uma espécie de bajulação a um conhecido.

Lembro-me da primeira vez que disse essa palavra à frente da minha mãe: experiência que me marcou e mudou. A verdade é que já a tinha dito milhões de vezes (desculpa mãe) na escola, com os amigos e noutros contextos. Estão-me a criticar? Não é o que todos já fizemos: dizer palavrões ao pé dos amigos para parecer fixe, mostrarmos que temos um vocabulário “colorido” e sermos aceites socialmente? Ser criança/pré-adolescente/adolescente não é fácil.

De volta ao episódio com a minha mãe: tinha cerca de 13 ou 14 anos: que gaiato. Foi na altura em que começou a moda de se dar “porrada à atmosfera” em ginásios (aquelas modalidades em que se executam várias sequências de socos e pontapés), como se fosse culpa da atmosfera o aumento da concentração de Dióxido de Carbono, o que leva ao aumento da temperatura, provocando um derretimento de calotes polares, e consequentemente ao aumento do nível do nível médio das águas do mar. Coitadinha.

Não sei o nome certo desse tipo de treino, mas quando começou essa moda, a comunicação social fez uma reportagem sobre a mesma e por acaso, vimo-la ao jantar...

A meio da reportagem eu disse, naquela atitude de miúdo estúpido e a rir-me: “Está ali um gajo de óculos!” (esquecendo-me que nessa modalidade ninguém bate em ninguém, portanto não haveria problema em estar ali o senhor a pontapear o ar com as lunetas na focinheira). Pensava que tinha tido piada. 

Silêncio. 

É rompido com o “lado tia de Cascais” da minha mãe, a criticar-me. Começa uma discussão entre mim, o meu pai e a minha mãe. O único argumento a que eu recorria era: “Toda a gente diz. Não é assim tão mau. Já tenho 13 ou 14 anos mãe!”: em vão porque pelos vistos (e sei isso hoje), ter essa idade não é argumento válido, a não ser em discussões com miúdos mais novos. Aliás: em qualquer debate com a mãe, sempre que alguém recorre ao argumento da idade, evidência desespero.

Ela culpava o meu pai: homem de Trás-os-Montes, portanto um Senhor a sério a nível de calão, que muitas vezes não se inibia com presença dos filhos para soltar umas “palavras mágicas” (a gajada de Trás-os-Montes é espetacular).

Apesar da sua indignação sei hoje que a minha mãe é proprietária do único Dicionário de Calão presente em minha casa! Se eu soubesse disso na altura…! É que está assinado por ela como quem diz “este é o MEU dicionário de calão, vou escrever aqui o meu nome para indicar que faz parte da minha propriedade!”. Mas pensando melhor, se calhar vinha num possível acordo entre os meus pais quando se conheceram, do género: “Para uma melhor comunicação entre nós querida, forneço-te este exemplar, que te ajudará a compreender as palavras que uso.” – dizia, neste caso, o meu pai à minha mãe. Mas, após uma vasta pesquisa, sei que a assinatura data de 1986 – como é que sei disso? Ela escreveu a data. Ou seja, anos antes de eles se conhecerem, o que quer dizer que ela estava interessada em aprender expressões de calão.

Apesar disso, a minha mãe é a mulher da casa, portanto está geneticamente e historicamente marcado que deve ganhar a discussão. O uso dessa palavra ficou deveras condicionado por alguns anos… O tempo passou e cresci. Ao fazer 18 anos, votar não foi o único aspeto que mudou na minha vida: ganhei o direito de dizer essa palavra em casa. Não foi algo com uma cerimónia formal mas sim algo que sabia que tinha mudado e que já era aceite.

E hoje, face aos acontecimentos que se passaram na minha vida recentemente, o episódio da perna partida, ao ver a maneira com que a minha mãe aguentou a dor, posso dizer, com todo o respeito e carinho: 

A minha mãe é uma gaja rija.”


(vá lá mãe, já tenho 20 anos, já posso dizer isso!)
"Dude" - que é como quem diz gajo em Inglês - "The Big Lebowski"

domingo, 30 de dezembro de 2012

"Break a leg"

Nota: não é a perna da minha mãe

Como foi o meu dia de hoje? Glad you asked! 

“Tranquilo”. 

Passo a explicar: estava eu em casa descansado no computador, quando de repente, ouvi um grande estrondo. O que é que aconteceu? Nada de especial, pensava eu.


Mas logo depois ouço o meu nome a ser gritado… Apercebo-me que é uma situação grave: atiro o computador e começo a correr para a divisão onde estava a minha mãe a fazer limpezas. Encontro-a deitada no chão (e aí estranhei logo a situação, pois a minha mãe não se costuma deitar aí devido ao problema de coluna que tem).
PARTI A PERNA! – diz-me ela, com uma expressão facial que demonstrava dor. 

Portanto, tinha logo de agir. A primeira co
isa que decidi fazer foi acordar o meu pai, a quem tinha dado a moleza depois de almoço e que, apesar de toda a “estrondeira” ainda se encontrava a cochilar. Agarro-o nas mãos e digo-lhe “PAI, TU NÃO OUVES NADA? A MÃE CAIU E PARTIU A PERNA”. Admito: poderia ter sido mais calmo na maneira como o acordei. “Pânico” era a palavra escrita na testa dele. Ao subir as escadas, ele ia caindo.

Chegamos ao pé de minha mãe, pegamos nela e pusemo-la na cama. Próximo passo: ver como estava a perna. Ao destapá-la, apercebi-me logo que estava efetivamente partida, pois não estava alinhada. O meu pai começou a sentir-se mal: ficou branco. Albinismo que pouco tempo depois contagiou a minha mãe. O meu pai apoiou-se na cama: “Não me estou a sentir bem!” - diz ele. Conclusão: tinha que tratar dos meus dois progenitores. Já estava na altura de dar algo em troca, mostrar que era capaz de tratar deles também. Foi o que fiz.

Fui até à cozinha. Abri a arca, procurei gelo para pôr na perna da minha mãe (método RICE – matéria adquirida no meu 1º ano de Fisioterapia. Não havia. Procurei outra coisa que desse para o mesmo fim. Encontrei um saco de ervilhas (aquele estereótipo de cenas congeladas). Peguei nisso. Peguei num paninho para embrulhar. Peguei em 2 copos. Pus água e açúcar – eram para os albinos que se encontravam no piso de cima.

Fui a correr com isso tudo na mão. Condicionei o pé à minha mãe e dei a tarefa ao meu pai (que já se encontrava no quarto da minha irmã sentado) de ligar ao INEM. Ele lá executou a tarefa, mas com certa dificuldade: estava a dar informações um pouco erradas e tive que o corrigir, senão a ambulância iria ter à minha casa antiga. 

Depois de uns minutos de espera (entre 5 a 10min) chegou a ambulância. Entraram em casa e indiquei-lhes o caminho. Fizeram uma tala à minha mãe e levaram-na para o Hospital. Pensava que por hoje, já chegava de azar. Estava errado. 

Não é que um dos gajos do INEM pisou cocó de cão antes de entrar em minha casa? 



Resumo do dia: mãe lesionada (partiu o perónio e a tíbia, nos maléolos – mais uma vez 1º ano de FT), uma viagem de ambulância, horas no Hospital e dois tapetes cagados (mais uma vez obrigado gajo do INEM!). 
Mais tarde descobri ainda que somos proprietários de um Swiffer partido: um dano colateral do acidente da minha mãe.

Após a operação da minha mãe, recebemos em casa estas duas canadianas.
São bastante simpáticas.